Se você está de olho em nosso especial de Dia dos Pais, já deve estar sabendo que não é só de ondas perfeitas que vive um surfista.
E quando a família cresce? Como é conciliar a vida pelos sete mares, seja na busca pelo tubo da vida ou viajando o mundo para correr campeonato, com a criação de um filho?
No caso do Fia não é um, são três, e ainda uma netinha pra conta. Como tudo isso começou? Quando o Fabinho ainda era um garoto e viajava o mundo pelo tour.
Por isso, hoje ele nos conta um pouco de sua rotina naquela época e como é para ele ver toda a família inspirado pelo seu eterno amor ao surf. E se ainda não consegue imaginar o Fia vovô, siga rolando a página e descubra em nosso papo, como foi para o Fabinho receber este presentão do Ian.
A certeza que temos é que a Malia está cercada de grandes exemplos para seguir.
Você é um ícone do surfe no Brasil e desde novinho vive neste universo. Hoje você mora em Florianópolis, se tornou shaper e continua fazendo a sua família respirar surf. Como funciona esta relação família e mar?
Antes mesmo de surfar minha primeira onda eu já era vidrado em surf. Via os filmes da sessão da tarde com Elvis Presley, no Hawaii, e algumas revistas, como a Brasil Surf, de um amigo vizinho. Mas depois da primeira deslizada ficou difícil pensar em outra coisa. Mais tarde o surfe viria a ser minha profissão e com o passar dos anos vi que queria aquilo pra minha vida toda. Desde então, sempre me projetei para estar fazendo coisas onde eu pudesse estar próximo a ele. Para mim, é uma satisfação muito grande ver que toda a família curte o esporte e está sempre dentro d’água quando possível.
O que mudou em sua vida quando se tornou pai e como foi, e ainda é, criar três filhos?
A paternidade me deu responsabilidade, amadurecimento e foco, logo traduzindo-se em bons resultados nas competições. Tentei ao máximo ser um pai presente e dentro das possibilidades vivemos uma vida harmoniosa dentro do circuito do surfe. Filhos são a melhor coisa desta vida.
Você figurou na elite por 15 anos, foi o primeiro brasileiro a vencer uma etapa do tour e uma etapa no Hawaii e hoje um de seus filhos vem trilhando o mesmo caminho, com certeza inspirado pelo seu talento. Como é para você, como pai, ver o Ian seguindo os seus passos?
O Ian foi criado viajando no tour, no entanto, se comparado a outros atletas de sua faixa etária, começou nas competições um pouco tarde. Mas deu a volta por cima e fez a curva lá na frente. As performances dele, havia tempo, não condiziam com seus resultados em eventos. Mas agora fico feliz por ver ele na primeira divisão e seguindo em seu tempo, em sua evolução natural.
Dizem que ser avô é ser pai duas vezes e que a diversão vem em dose dupla. Descreva como é o Fia vovô.
Rapaz, ser pai cedo pode ser sinônimo de ser avô cedo… (risos). Não estava imaginando e veio na surpresa. A ficha demorou a cair, mas agora quando ouço a Malia chamar “vovô fia”, aí eu me quebro (risos).
O que é mais gratificante para você em ser pai?
É ver os filhos crescerem e seguirem seus caminhos, formando também suas famílias e tratarem com carinho seus filhos. Dar a educação que recebemos de nossos pais e que passamos também para eles com amor.
*Freela para a Mormaii
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